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Feedback

23 de abril de 2010 por Soraia J. Santos Cury

 “Permanecendo o que somos, não podemos nos tornar naquilo que precisamos ser”   (Max de Pree)

O termo não é novidade. Está presente em todas as empresas e em todos os lugares. Por que será então que a aplicação da técnica ainda é tão deficiente? Falta de informação? Dificuldades na execução?

O feedback precisa ser incorporado a cultura da empresa e ser o mais natural possível. Trata-se de um comportamento. O benefício a médio prazo é um significativo amadurecimento da equipe tornando-a coesa e produtiva, além de crescimento pessoal e profissional de cada membro individualmente.

As organizações são constituídas de pessoas que precisam interagir entre si para alcançar o objetivo comum e atingir as metas estipuladas. E para que o relacionamento entre elas se desenvolva com  sintonia e confiança, é preciso transparência, convivência e habilidade para perceber e aperfeiçoar os talentos da equipe, tornando-os complementares e obtendo resultados mensuráveis.

Um dos benefícios da prática correta e constante do feedback entre colegas, superiores e subordinados, é a dilatação dos limites nas relações. Sempre de maneira saudável. Na questão interpessoal, o benefício é que mal entendidos que em geral podem durar semanas ou até mesmo meses são esclarecidos muito mais rapidamente reduzindo os conflitos no ambiente. Isto porque o feedback tem seu foco em comportamento. Ao fornecer informações ao seu colega, subordinado ou superior, fala-se da ação deu origem a conversa deixando sempre claro que não são críticas pessoais, mas observações baseadas em fatos que ilustram o que precisa ser comentado.

 Antes de começar a praticar, a organização, através de suas lideranças, deve preparar a equipe, informando sobre o tema e apresentando os benefícios da prática. As pessoas precisam entender do que se trata, para se sentirem motivadas a participar e aprender como agir de maneira a maximizar os resultados.

Ao fornecer feedback, seja descritivo, relatando o evento sem a interferência de julgamentos e opiniões pessoais. Não deixe de ser específico mantendo o foco na situação em que o comportamento foi percebido. Algumas vezes o receptor terá a necessidade de um tempo para absorver a informação. Saiba respeitar esta necessidade quando for o caso. Preferencialmente, o feedback precisa estar alinhado com os objetivos de ambos: emissor e receptor. A observação ou comentário deve ser feito quanto a um comportamento possível de ser aperfeiçoado. Não dê feedback as pessoas que não querem recebê-lo.

 Reflita sobre o assunto, analise seu ambiente de trabalho, pratique feedback e contamine as pessoas ao seu redor. O resultado será o aumento da produtividade.

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